In Vino Veritas

30 12 2008

Uma antiga frase latina que quer dizer, “no vinho, a verdade”, ou seja, que através do vinho vem a verdade. Isso é muito comum entre aqueles que costumam beber um pouco a mais e percebem que ficam mais ’sinceros’ com cada taça ou copo que bebem. Mas isso não serve só para o vinho, mas para qualquer bebida. O álcool tem esse qualidade. A gente costuma dizer na faculdade de psicologia que o Super-Ego é solúvel em álcool.

Neste caso, não é preciso beber ou dissolver o super-ego em álcool pra saber de uma verdade: 2008 foi um excelente ano para mim, não só pessoalmente mas também enquanto blogueiro e podcaster. E a prova disso está no reconhecimento dos colegas!

Quando comecei com o NerdExpress, basicamente influenciado pelo NerdCast, não imaginava encontrar um universo inteiro de outros podcasters. Aparentemente, esses outros podcasters acharam que o NerdExpress era um podcast de qualidade e nos convidaram para paticipar do segundo Jabácast organizado pelo pessoal do Filecast (uma das melhores coisas que aconteceu na podosfera em 2008). Nesse programa pude encontrar e conhecer ilustres podcasters do Filecast, do Papo de Gordo, do Das Antigas, do Eduardo Moreira Podcast e o pessoal do Depois das 11 Podcast.

Depois desse JabáCast, as portas se abriram e eu conheci muito mais gente! E as amizades na podosfera se estreitaram e alguns cross-overs começaram a acontecer. No NerdExpress, participamos já com o Eduardo Moreira e com o Vanassi do Depois das 11. Mas, realmente, o mundo dos podcasters é um tanto quanto ingrato. No Brasil há centenas de podcasts, mas só alguns são reconhecidos e recebem seus merecidos créditos. Outros tantos são ouvidos por poucos ou quase não são ouvidos.

E foi por isso que o pessoal do Depois das 11 quis reconhecer o trabalho dos podcasters e enviou a vários deles uma belíssima garrafa de vinho da serra gaúcha, um Marcus James Cabernet Sauvignon. Eu recebi minha garrafa ontem, quando saía de casa para comemorar o aniversário de um amigo, então só pude abrir o pacote hoje de manhã.

Foi uma belíssima surpresa, com uma mensagem melhor ainda!

30122008184“Fala Pablo!

Surpreso com o pacote? Talvez não hehehe

Essa é uma pequena lembrança que nós do Depois das 11 Podcast estamos enviando para você em agradecimento ao seu trabalho como podcaster, que nos divertiu e inspirou durante o ano de 2008.

Sabemos que a vida de podcaster é apaixonante, mas árdua.
Ser podcaster não é para qualquer um, pois trabalhar pra caramba, sem (algumas vezes) receber nem um obrigado em troca, pode ser frustrante. Ainda bem que somos persistentes, hehehe.

Por isso lhe enviamos esse humilde mimo.
Esperamos que este belo vinho gaúcho lhe dê tanta alegria ao bebê-lo, quanto temos ouvindo seu programa. Muita paz, saúde e felicidades em 2009! Que neste ano que começa, NerdExpress cresça cada vez mais.
Um forte abraço.

Equipe Depoisdas11.com

Este vinho recebido trouxe consigo essa verdade: 2008 foi um excelente ano para todos nós, com todos os problemas e crises, mas conseguimos construir belíssimas amizades. Conversamos sempre que possível e nos ajudamos promovendo o trabalho um do outro. In vino veritas, no vinho, a verdade: essa amizade ainda vai longe! E que esse vinho seja só o primeiro sinal disso. E quem venham muitos mais podcasts e muitos mais vinhos! E que, como o vinho, estas amizades só melhorem com o tempo…

Queria aqui agradecer de coração ao Vanassi e à todo pessoal do Depois das 11 pela lembrança. Tenham certeza que recebi com o mesmo carinho que foi mandado! E deixo aqui já o compromisso de retribuir com algo típico daqui do Paraná: uma belíssima cachaça de banana de Morretes que beberemos na Campus Party 2009! Eu não gosto de cachaça, mas essa é muito boa! É a única que eu gosto, então imagino que meus novos amigos podcasters irão gostar também.

Novamente, muito obrigado pela lembrança e até a Campus Party!

30122008192





Eternidade…

30 12 2008

O asfalto estava especialmente cinza aquela noite. Seus sapatos faziam um som típico quase inaudível mas para ela extremamente perceptível. Foram dados de presente em 1832 pelo duque de qualquer coisa ela não se lembrava mais já fazia muito tempo. Sua única companheira era a lua na verdade a única companheira que ela tinha havia muito tempo. Um dia ela amou.
Mas já faz tanto tempo também. Mas isso ela não esquece foi quando ela sentiu mais calor em seu coração frio e duro. Ele a amava também. Ela nunca imaginou ser possível sentir algo assim principalmente porque ela estava condenada a não amar. Ao menos agora isso é certo.

Ela vê um cartaz num poste anunciando um filme passa rápidamente os olhos e continua. Ela poderia fazer esse caminho de olhos fechados já tantas vezes por ele caminhado. O frio incomodaria as outras pessoas mas não ela já que ela era frio. Sentia sede.

Não havia mais ninguém nas ruas. A final não é seguro caminhar às 4 da manhã nas ruas do centro da cidade. Nunca se sabe quem pode aparecer de surpresa nunca se sabe o que pode acontecer de surpresa. Mas nada mais a surpreendia. O vento soprava e balançava seus longos cabelos negros que acariciavam seu pálido rosto. Delicado. O vento parecia seu amante. Frio e delicado. Ela sentia o vento beijar os seus lábios.

Seus lábios só sentiam algum calor quando ela matava sua sede. Fazia tempo que ela não beijava assim. Ela não sabia mais o que era amor nem calor. Não que ela sentisse falta. Ela sentia sede. Ela queria amar novamente.

Ela já estava sozinha há muito tempo. Não que isso a incomodasse em sua condição é melhor estar só do que ser perseguida constantemente. Praticamente ninguém a entendia mal aqueles que compartilhavam de sua condição. O ritmo de seus passos diminuiu enquanto chegava perto de uma praça. Ela tirou o casaco de seus ombros e jogou-o sobre um banco. Sentou-se ao lado e ficou olhando o céu as estrelas estavam especialmente brilhantes aquela noite sem núvem alguma. Ela conseguia ver através das luzes da cidade. Fazia tempos que ela não via o sol.

Ficou sozinha na praça algum tempo até que avistou ao longe uma menina solitária caminhando a passos rápidos pela calçada. A menina parecia sentir frio e medo aproximando-se da praça viu a linda mulher sentada no banco acalmou-se. Se nada aconteceu com ela não aconteceria com a menina também. Uma sorriu para a outra. A sede aumentou.

A mulher se levanta do banco da praça e caminha em direção à menina. Um sorriso esboça seus lábios mas não é nem um sorriso de alegria muito menos de alívio. Ela queria matar a sua sede já vivera tempo demais para saber como tudo funcionava. Tempos demais. A noite esconderia o que estava começando que logo iria terminar.

O vento sopra mais frio agora que o sol está para nascer. A menina foi deitada atrás do banco da praça protegida dos olhos curiosos que passarão em breve pelas ruas. A linda mulher sentiu novamente o calor em seus lábios por um momento pensou que poderia amar novamente. Era só sua sede sendo saciada. A menina irá viver.

Ela veste novamente seu casaco e caminha para casa. Ela tem pouco tempo. Passos calmos e leves como se flutuasse no ar. O som dos seus sapatos na calçada inaudível. A sombra de uma esquina a cobre.

Originalmente publicado em:  06/06/07





Um pequeno paraíso…

29 12 2008

Estava ontem conversando com uma amiga sobre o amor… e me vieram muitas idéias, muitas coisas, várias experiências, mas somente uma certeza: amor é uma escolha.

Somos todos livres para amar e podemos amar quem quisermos. Amor não é atração. Posso amar uma criança, um velho, meus pais, meus irmãos, um amigo ou amiga, sem me sentir atraído por eles. Mas eu os amo porque escolhi amá-los… Amor é doação, é entrega e abandono de si pelo outro. Essa escolha eu faço pelo outro e não por mim.

Não existe essa estória de amor condicional e incondicional. Amor é amor e ponto. Dele, não se fala, somente se vive… Dizer que amo de formas diferentes, que amei de um jeito e agora amo de outro é falar de algo sobre o qual não se tem nada a falar… Quando amo, amo e ponto. Quando escolho amar é porque (ou para que) aceitei me responsabilizar por essa pessoa, aceitei viver junto com essa pessoa, não importa onde ela esteja… A distância não influencia no amor, nem o tempo, pois o amor está além do tempo e do espaço. Nossas escolhas são nossas, e que elas também sejam escolhas da humanidade toda.

Amo sim. “Amor, verbo intransitivo”, já ouvi isso antes. Amo e ponto, sem objeto e sem sujeito, pois o amor dissolve essas barreiras. Quem ama pertence a uma relação de troca, uma relação que transcende limites. Quem ama, ama e ponto. Amor não dito, que é vivido, torna-se quem ama. Quem ama, quando vive, torna-se amor.

E é justamente por isso que quando amamos precisamos escolher amar. Amar é viver e viver é uma eterna escolha. Quando escolhemos somos responsáveis por essa escolha, e quando amamos, nos tornamos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos…

Texto original publicado em 05/07/07





Como funciona o seu iPod

29 12 2008

Eu já perdi as músicas de meu iPod. Aconteceu comigo não uma, mas três vezes e hoje aconteceu com um amigo meu. Ele me perguntou no Twitter e eu não sabia explicar em 140 caractéres porque o processo é meio longo. E quando aconteceu, foi uma ótima oportunidade pra fuçar o gadget e descobrir como ele funciona.

Quando isso aconteceu comigo, eu entrei em pânico. Se não me engano, aconteceu quando eu desliguei meu iPod Classic 7G de 80Gb sem ejetá-lo antes. Não imaginei que ia dar algum problema, mas quando liguei o iPod, vi que não havia nenhuma música nele. Nenhuma das mais de 4000 músicas e quase 10Gb estavam lá. Simplesmente sumiram!

O iTunes tem um sistema muito interessante pra você lidar com isso, que é sincronizar sua biblioteca do iTunes com seu iPod. Porém, no meu caso, isso não ia servir. Eu coloco as músicas no iPod, faço backup delas em CD ou DVD e depois apago do meu HD para ter mais espaço pra mais músicas. Então, se eu fosse manualmente pegar quase 40 CDs de MP3 que eu tenho pra colocar tudo de novo no PC pra depois colocar na biblioteca do iTunes e depois colocar no meu iPod, eu ia ficar louco!

Então, eu liguei meu iPod no PC pra ver se encontrava alguma coisa e o que encontrei me deixou intrigado: parece que os dados em si não haviam sido perdidos, só a lista de músicas, o banco de dados parecia haver se corrompido. Liguei novamente o iTunes e confirmei isso. No iTunes, ele mostra em cores diferentes os diferentes dados armazenados no seu iPod, que podem ser música, vídeos ou dados.

No meu caso, eu tinha quase 10Gb de músicas, menos de 1Gb de vídeos e uns 10Gb de dados (basicamente backup de documentos e filmes) e ainda tinha uns 50 a 60 Gb livre. Antes desse problema acontecer, eu via sempre no iTunes as diferentes cores, mas depois disso, aparecia uma barra com mais de 20Gb de dados. Isso me deixou intrigado e pensando se as músicas ainda estariam lá.

Entrei na internet e encontrei alguns fóruns com pessoas dizendo que isso acontecera com elas e que o que elas fizeram foi reformatar o iPod e recolocar as músicas lá. Mas eu não queria fazer isso e sabia que tinha que haver alguém que já passara por isso e soubesse como resolver! Então eu procurei mais. Não me lembro agora as palavras chave que usei, mas eu demorei pra encontrar. Mas quando encontrei, vi que era a minha salvação.

A solução que o blogueiro americano encontrou era bem complicada, mas aparentemente resolvia o problema sem que me desse trabalho com backups. Mas antes, vamos entender um pouco a dinâmica do iPod (que eu aprendi após fuçar no aparelho).

O iPod basicamente é um HD (desses de notebook) acoplado a um visor e um botão de navegação sensível ao toque com um programa de leitura e execução de arquivos de mídia. Seria como você ligar um Winamp (ou o iTunes, no caso) num pendrive ou num HD externo que tenha um touchpad. Mas ele não funciona como os outros players de MP3, que você simplesmente armazena as músicas e ele reconhece a extensão e toca. O iPod lê a partir de uma biblioteca ou banco de dados criado pelo iTunes no seu computador. E é aí que está o segredo.

Pra você poder ouvir as músicas no seu iPod, você precisa que as músicas sejam colocadas nele através do iTunes (dizem que existem outros programas que fazem isso, mas eu não conheço e nunca tentei). Por isso, a Apple recomenda que você sincronize seu iPod com o iTunes. Dessa forma, sempre que você modificar sua biblioteca do iTunes (seja acrescentando novas músicas ou apagando antigas que você não gosta mais), seu iPod irá ter as mesmas músicas sem que você tenha trabalho pra fazer isso manualmente. Assim, seu iPod vai ser o seu iTunes portátil.

Pessoalmente, eu não gosto da opção de sincronizar o iPod, principalmente se ele for um Classic com mais de 40Gb. Sincronizar um aparelho desses com o iTunes é você perder todo o sentido de ter um aparelho com grande capacidade de armazenamento. No meu caso, eu tenho um HD de 80Gb e todas as músicas que eu coloco no iPod, eu deleto da máquina e ouço só no iPod. Inclusive, se eu quero ouvir no PC enquanto trabalho ou em qualquer outro momento, eu simplesmente conecto no PC e ouço via iTunes.

E por que tem que ser via iTunes? Porque quando você abre seu iPod pelo Explorer, por exemplo, você não encontra as músicas lá! É uma forma que a Apple encontrou para proteger o conteúdo do iPod. Você pode colocar as músicas lá usando o iTunes, mas as músicas não podem ser copiadas de lá para nenhum outro lugar. Mas mesmo assim, elas estão lá. Como o iPod faz isso?

Basicamente, quando você passa as músicas do seu iTunes pro iPod, o programa copia os arquivos de música, sejam eles de MP3 ou M4A ou qualquer outro formato aceito (como MP4 para vídeos) aleatoriamente em 50 pastas diferentes. Ao fazer isso, ele cria um banco de dados com acesso via iTunes ou iPod. Assim, esses programas só precisam acessar o banco de dados pra saber quais músicas estão lá e quando elas forem executadas, só então o HD irá funcionar para tocá-las no endereço correspondente (que está no banco de dados). É um sistema bastante inteligente, que poupa a vida útil do HD. Mas traz em si o problema que se o banco de dados for corrompido por qualquer motivo, você não consegue mais acessar as músicas, que ficarão perdidas.

Nessa minha aventura, e com a dica daquele blog americano (que não consegui encontrar novamente), descobri isso. E descobri que a Apple não quer que você saiba disso. Como? Se você abrir seu iPod pelo Explorer, você não vai encontrar nenhuma dessas 50 pastas que mensionei! Mas onde estão? Escondidas. Sim, escondidas. Talvez a Apple tenha feito isso pra proteger o conteúdo do iPod contra ataques ou pra proteger os direitos autorais dos arquivos comprados via Apple Store.

E tudo que o iPod faz, ele faz via um banco de dados de músicas e filmes e podcasts e todos os outros arquivos que têm na memória do aparelho.  E como a única forma de você editar ou alterar o banco de dados é via iTunes, ele é um gadget relativamente seguro. Mas, se acontecer alguma coisa, como você desconectar o iPod sem ejetar o gadget, o banco de dados pode ser danificado, e você não mais encontrará o seus arquivos no iPod. Mas existem formas, como eu mesmo encontrei, de contornar isso sem que você precise formatar o iPod e colocar todas as músicas de novo no aparelho. Mas isso fica para um próximo post!

Espero que tenha sido útil. Se for, por favor comentem. Se não for, comentem do mesmo jeito!

:D





Liberdade…

28 12 2008

escolhas… estamos repletos delas… escolhemos o tempo todo mesmo que não queiramos, pois isso em si já é uma escolha!

liberdade… já disseram que isso é uma condenação… a única escolha que não temos é se podemos ou não escolher, porque todos somos condenados a fazer escolhas… nos enganamos quando acreditamos que liberdade é fazer o que queremos, porque não é… quando fazemos o que queremos não estamos sendo livres, estamos sendo escravos dos nossos desejos… eles mandam, e nós obedecemos… escolher é poder dizer não a isso, é ver uma opção, se responsabilizar por ela e tê-la como sua…

parece fácil, mas é o mais difícil para todos nós… se responsabilizar por uma escolha livre é extremamente angustiante, por isso a grande maioria prefere não escolher, ou prefere não se responsabilizar… daí escolhem culpados ou bodes-espiatórios para livrar-los das responsabilidade e com isso livrar-los da angústia inerente às escolhas…

o que poucos percebem é que é justamente essa angústia que nos move como indivíduos, como sujeitos conscientes e criadores, sujeitos criativos…. de um tempo pra cá, com toda essa cultura da culpa, deixamos de crescer como sujeitos, pois tudo passa a ser culpa do outro, do grande inimigo… guerras idiotas são travadas por culpa do outro, batalhas infindáveis que não levam a nada continuam a existir tudo porque não conseguimos perceber que tudo é responsabilidade nossa, nossos atos e inclusive nossas omissões…

mas fazer o que, né? eu vou fazendo a minha parte nesse jogo…

Originalmente publicado em: 04/06/07





[Projeto Ouça Bem] 008 – A Cidade depois do Natal

28 12 2008

Estava eu andado pelas ruas da cidade de Curitiba, em uma avenida relativamente movimentada durante a semana, em plena sexta-feira e, na minha surpresa, a rua estava vazia. Com pouquíssimos carros e pouquíssimos pedestres. As ruas estavam refletindo o nosso sentimento de cidadãos. E pensei: será que as pessoas realmente gostam mais de movimento e agitação? O que será que elas procuram? É justamente no natal e nos feriados que isso acontece. Quando eu morava em São Paulo, era a mesma coisa. Me faz querer que todo dia fosse feriado pra cidade ficar vazia.

Era pra eu ter lançado este episódio na sexta-feira mesmo, mas devido a questões pessoais, não coloquei no ar. Vai agora! Antes tarde do que nunca… =P

Download: 008 – A Cidade depois do Natal

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A força mais fraca e o sabor da vida…

26 12 2008

Quantas vezes a gente não fica insistindo com a vida que tem q ser do nosso jeito? E a gente briga achando que nós sabemos mais do que a natureza, achando que a natureza é burra e erra o tempo todo… tsc tsc…

Vejam a ciência médica por exemplo, que acha q sintomas psicológicos são sinais de doenças que precisam ser eliminados. Fazem remédios para “consertar” a natureza mas não percebem que esses mesmos sintomas são a forma que a natureza tem para consertar o que nós em nossa enorme arrogância, que só não é maior do que a nossa ignorância, estragamos.

Tudo tem que ser feito do nosso jeito e na nossa hora e esquecemos que nós só estamos aqui há pouquíssimo tempo e que a natureza e a vida está aqui há muitíssimo mais… Novamente isso tem a ver com as necessidades que criamos mas que não precisamos… Dizem que é preciso ter diploma antes dos 25 anos para poder entrar no mercado de trabalho. Dizem que é preciso engressar no mercado de trabalho para poder trabalhar e ganhar dinheiro. Dizem que é preciso ganhar dinheiro para poder sobreviver. E dizem que é mais importante sobreviver do que saber viver! Savoir vivre, como diriam os franceses…

Saber viver, é esse o segredo… Saber tem a mesma origem de Sabor… Saber viver é saber saborear a vida também! Sentir seu gosto, perceber o que a vida tem a nos oferecer… Quantos aqui conseguem fazer isso? Quantos aqui saberiam dizer qual sabor tem sua vida? Será q tem sabor de sangue, suor e lágrimas? Ou tem sabor de damasco com chocolate? Ou será que tem sabor de um bom e refinado vinho tinto ou rum ouro enquanto observa da sacada da sua casa ou do convés de um barco as ondas do mar batendo nas pedras? Ou sua vida tem o sabor da bebida púrpura (cf. O Dia do Curinga, de Jostein Gaarder)?!

Mas a gente só vai poder saber qual o sabor da nossa vida se a gente se deixar levar por ela e não tentar domesticá-la… A vida não é nenhum bichinho de estimação que pode ser domesticado através do noss intelecto! Nosso intelecto vai até os limites da nossa razão. A natureza e a vida vão muito, mas muito mais além disso, vão para regiões completamente desconhecidas por nossa razão… E só quando nós nos deixamos nos levar pela vida é que a gente pode experimentar esses novos e maravilhosos sabores da vida!

Originalmente publicado em: 03/06/2007





O que busca o leitor de um blog?

26 12 2008

Comecei um blog pessoal com coisas pessoais e enrolações pessoais. Não espero ter muitos leitores nem tanta gente que se interesse pelo que vou falar neste espaço. Porém, mesmo assim, entretanto, todavia, eu posto bastante aqui, principalmente os episódios do Projeto Ouça Bem, algum material inédito e alguns textos antigos meus que quero recuperar. Com isso, eu consegui uns três posts novos por dia. Não quero lotar isto com muito material, até mesmo porque quero que os leitores do meu blog leiam e participem dele e não só se entupam de informação.

Pois bem. Chegou o natal e com ele as festas e as obrigações familiares e sociais. Saco. E com isso, menos tempo pra me dedicar não só ao Então, Veja Bem… mas também pra me dedicar ao Nerd Curitibano. Só hoje consegui sentar pra fazer algumas coisas, mas mesmo assim, ainda tenho MUITO o que fazer, como editar o NerdExpress que sai amanhã e terminar de editar o episódio de hoje do Projeto Ouça Bem (se bem que essa edição eu posso fazer no ônibus, à caminho do #ebc). E só hoje consegui entrar pra atualizar o meu blog. E quando abri, o que vi? O número de visitas caiu assustadoramente! De 60 visitas por dia que tinha, passei a ter 5. Medo. Só que no Nerd Curitibano, isso não acontece tanto. E isso que a gente posta menos coisas por dia lá. E daí eu fico pensando: o que busca o leitor de um blog?

Sei que grande parte das visitas que recebo aqui vêm das twitadas que eu dou. Ainda quero receber mais visitas de outros lugares, de blogs amigos, do PodPods (por causa do POB), do BlogBlogs e de qualquer outro lugar, inclusive do Google. Mas é engraçado que, quando eu não twitto nada, não recebo visistas. Das duas, uma: ou meu blog é um saco e ninguém gosta, ou as pessoas clicam nos links por mera curiosidade. Se for o segundo motivo, talvez a escolha dos títulos seja importante. Mas, será que é só curiosidade que move o leitor?

Se eu recebesse comentário dos leitores, eu saberia o que eles buscam, do que eles gostam, etc. Mas não recebo. Então eu me pergunto: o que os leitores buscam em um blog? Será que as pessoas entram por entrar, clicam em qualquer coisa e pronto? Ou será que as pessoas procuram coisas aleatórias e não buscam novas atualizações? Ou será que as pessoas entram em um blog pessoal e só procuram as novidades e não se preocupam em saber o que também já foi escrito antes?

Eu sinceramente não sei. Existem algumas pesquisas estatísticas e quantitativas sobre quem é o leitor de blog. Mas eu queria uma informação mais qualitativa, comentários sobre o que o leitor quer. Sei que não vai adiantar pedir comentários, porque se eu receber, vão ser muito poucos e com pouca informação. Então provavelmente este será mais um post aleatório, talvez lido e não comentado… ou será que estou errado?





[Projeto Ouça Bem] 007 – A Força da Música

26 12 2008

Postei e episódio no servidor, mas esqueci de atualizar aqui!

Aiai… mas vamos lá! Este episódio foi gravado enquanto estava tomando um café no Franz Café aqui em Curitiba e quem quer que estava escolhendo as músicas ambiente resolveu colocar Dire Straits, que eu adoro! De repente, eu parei. Deixei de fazer o que estava fazendo, só pra ouvir uma música que eu já ouvi mais de 500 vezes. E daí pensei: o que é isso que a música tem que faz com que fiquemos assim, parados, ou que é capaz de mudar o nosso comportamento? Neste episódio eu reflito um pouco sobre isso e convido aos meus ouvintes a refletir comigo sobre isso também.

Download: 007 – A Força da Música

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O Nerd Curitibano Voltou!!

23 12 2008

Foi um grande susto!!

E parece que não foi ataque de hackers, foi só falta de pagamento do webmaster… hehehe

Mas agora, pra alegria de todos, o Nerd Curitibano voltou! Mas mesmo assim, aguardem mudanças pra um futuro muito breve…

abraços e visitem:

http://www.nerdcuritibano.com.br

E aproveitem pra visitar o http://www.filecast.info/ porque eles vão lançar um episódio especial: Filecast apresenta o Nerd Curitibano a partir das 22hs, horário de Brasília hoje.